Soroche: o mal da altitude. Sintomas e como minimizar/evitar.

Antes de falar sobre meus 6 dias no Deserto do Atacama, um post de utilidade de saúde pública 🙂 Como reconhecer e evitar o mal da altitude (porque sim, ele existe e vai te pegar)

Então… Em 2015, fui a Cusco (3500m altitude) e Machu Pichu (2500m altitude) e fui bastante cuidadosa em relação am mal da altitude. Já na chegada bebi chá de coca e durante toda minha estadia o fiz regularmente. Mal eu sabia que realmente foi aquilo que fez com que minha passada por Cusco fosse tranquila.

San Pedro de Atacama está a 2500m de altitude. Eu cheguei na cidade e ignorei esse fato completamente. Estava feliz demais, animada demais. Os primeiros passeios que fiz não mudaram muito de altitude (Valle de la Luna e de la Muerte) e só me fizeram respirar com um pouco de dificuldade, mesmo tendo preparo físico. Então, até meu retorno ao hotel, estava tudo bem. Foi durante a noite que passei bastante mal, com nauseas, vômitos e dor de cabeça.  Foi então que precisei retomar os cuidados que havia aprendido no Peru em 2015.

Mas o que é o mal de altitude, afinal?

É o que nós, que vivemos mais ou menos ao nível do mar sentimos quando chegamos a altitudes elevadas e com ar rarefeito. Respiramos mais rápido e nossos batimentos cardíacos aumentam. Os principais sintomas do mal de altitude são falta de ar, tontura, enjôo e dor de cabeça e afetam mais de 90% das pessoas que chegam a altitudes elevadas (mais de 2500m). A maioria dos casos tem sintomas leves e duram de 4 a 24 horas, dependendo de cada pessoa. Além dos que já mencionei, também podem ser sentido perda de apetite e insônia (eu me obriguei a comer durante os 6 dias que estive no Atacama, pois não sentia fome.)

Como minimizar os sintomas?

Hidratação! Isso mesmo, muita água. Eu andava com várias garrafinhas de 500ml e bebia constantemente em pequenos goles. Beba antes de sentir sede, isso é fundamental. Ah! Coma antes de sentir fome também.

Evite atividades físicas muito puxadas. Nada de sair fazendo trekking ou subindo vulcões nos primeiros dias. Acredite, mesmo se você for um maratonista, você vai sentir os efeitos.

Chá de coca, folha de coca e caramelos de coca… Sempre. Os caramelos de coca me salvaram. Quando não era possível beber chá, eu sempre tinha uma balinha na mochila. Você pode optar pela folha também, mas eu achava bemmm ruim.

Evitem bebidas alcóolicas e cigarro. Não esqueça que alcool desidrata e o cigarro dificulta a respiração.

Eu tinha remédio para dor de cabeça e para enjôo comigo. Sempre tomo paracetamol, então não quis “ousar”. Também tomei Dramin b6 (esse não dá sono) para os enjôos do primeiro dia. O Dramin “normal”, além de dar sono, baixa a frequência respiratória. Você não vai querer baixar a frequência respiratória em um lugar de ar rarefeito.

E essa sou eu, no meu dia “livre” por San Pedro de Atacama, me recuperando do mal de altitude e me aclimatando.

IMG_20160407_133010861.jpg

 

Anúncios