Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte.

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04/06/2016 · Atacama, Chile, Viagem,

O mais interessante é que esse passeio seja o primeiro que você faz quando chega ao Atacama. Primeiro pela aclimatação: você fica nos 2500m de San Pedro de Atacama e vai se acostumando, segundo porque, quando você pensa que nada pode ser mais grandioso do que você está vendo, vem os outros passeios: sim, esses vales são a melhor recepção que você poderia ter.

Eu acordei as 3 da manhã, para conseguir chegar no aeroporto até umas 4:30. Meu vôo para Calama saia, inicialmente, as 6:30. Um susto inicial com o atraso do taxi, cheguei no aeroporto com folga. Mas o vôo atrasou e saiu quase 7:30. Eu voei Latam e fora o atraso, check in foi muito tranquilo. Já quem estava indo de Sky Airlines encarou filas enormes. Chegada em Calama por volta das 10h e mais uma hora de van até San Pedro de Atacama. Cheguei no hotel, larguei a mochila e fui até a Ayllu conferir minha agenda de quase uma semana no deserto. Primeiro passeio marcado para iniciar as 16hs, saindo da agência.

Primeira parada: a famosa Piedra del Coyote, onde todos querem uma foto e de onde de pode observar a Cordilheira de Sal. Você não sabe se a falta de ar é pela altura ou pela beleza e grandiosidade do que você está presenciando. Infelizmente, no dia que fui, as cavernas da cordilheira de sal estavam fechadas. Aparentemente, não havia segurança para se caminhar por aqueles dias.

De lá, fomos ao Valle de la Luna. Dica do guia: na subida, parar a cada 3 ou 4 passos, respirar e ir devagar. Avisar se está tudo bem. É fácil enganar a si mesmo e achar que está tudo bem. É simplesmente lindo, formado por rochas salinas desenhadas pela erosão. Ali, os olhos se enchem de lágrima pela primeira vez e a gente agradece pela oportunidade do que estamos presenciando.

A próxima é uma parada rápida no meio do caminho: as Três Marias (que são 4…). Também são uma formações de rochas de sal, também resultado da erosão.

Para finalizar: o pôr do sol no Valle de la Muerte. Que forma de encerrar o primeiro dia no deserto! A Ayllu oferece um cocktail: comidinhas, vinho chileno e música andina. E o mais legal: não assistimos o por do sol se por diretamente, nossa observação é para o lado oposto e o show de cores que o sol proporciona no horizonte oposto.

Próximo Post: Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas.

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San Pedro de Atacama: seu QG para o Deserto do Atacama

San Pedro de Atacama é uma adorável cidade no norte do Chile e que faz divisa com a Bolívia. E é lá que você monta seu quartel general para todos os tours pelo deserto do Atacama.

San Pedro de Atacama está a 2.400 metros de altitude e está localizada na Região de Antofagasta no Chile. Possui uma área de 23.438,8 km² e pelo senso de 2002 uma população de cerca de 2000 habitantes (no entanto, em 2016, já são cerca de 5000).

Não há vôos diretos a San Pedro de Atacama. Normalmente o trajeto é aéreo de Santiago do Chile para uma cidade chamada Calama (aproximadamente 2hs de vôo) e então segue-se a San Pedro de Atacama de ônibus ou transfer (van). Eu optei pelo transfer: assim que desembarquei e peguei minha mochila, já havia alguém do receptivo da Transfer Pampa me esperando e em seguida pegamos a estrada para San Pedro (cerca de uma hora de viagem). Minha recomendação: já aproveite para curtir a estrada pois você passa pelo parque eólico “Valle de los Ventos” e também pelo Vale dos Dinossauros. Você já começa a se habituar com as estradas (muito bem conservadas) e com o visual que você vai vivenciar nos próximos dias de sua estadia.

Eu cheguei no meu hotel (Don Raul) por volta das 11hs da manhã, deixei as coisas na recepção e fui até a Ayllu Atacama, agência que contratei para realizar os tours pelo deserto, verificar a agenda que eles tinham programado para mim 🙂 Durante minha estadia a agenda mudou um pouco pois na minha primeira noite em San Pedro sofri com o soroche (o mal da altitude). No final, minha agenda ficou assim:

  • Dia 1: Chegada a San Pedro. Valle de la Luna e Valle de la Muerte a partir das 16hs até quase 21hs
  • Dia 2: Dia livre pela cidade, me recuperando e aclimatando. Foi na noite do primeiro para o segundo dia que passei bastante mal (farei um post sobre isso com dicas para evitar/minimizar)
  • Dia 3: Lagunas Altiplânicas (saída pelas 6hs do hotel, retorno por volta das 16hs)
  • Dia 4: Geysers el Tatio pela manhã (saindo as 6hs do hotel) e Laguna Cejar e arredores (a partir das 16hs saindo da agência até quase 21hs também)
  • Dia 5: Termas de Puritama (saindo por volta das 9hs do hotel)
  • Dia 6: Salar de Tara (saindo as 9hs do hotel, retorno por volta das 16hs)

No dia 7, bem cedo pela manhã, peguei o rumo de volta para casa.

Sobre o mal da altitude e minha mudança de planos: felizmente eu estava com um pouco de folga e consegui acomodar quase todos os passeios. De fora mesmo, ficou apenas o Valle del Arco Íris. Mas não foi algo que me deixou muito chateada (posso usar como desculpa para voltar a Atacama 😉

Quanto ao hotel Don Raul: bom custo-benefícios. Você está no deserto mais árido do mundo, numa comunidade que cresceu muito devido ao turismo e pode ter seus “perrengues”. Logo, todos os comentários sobre hospedagem devem ser relativizados ao ambiente que você vai encontrar. Além disso, os comentários que faço a seguir são observações muito minhas. Pessoalmente, observei que você vai encontrar 3 tipos de hospedagem: a super barata (perrengão), a média (que te permite “viver” bem, sem luxos) e a de luxo (que, do meu ponto de vista, é meio viver fora da realidade do Atacama). Eu considerei o Dan Raul uma hospedagem média, pra quem não quer dividir quarto em hostel e gosta de um banheiro com água quente no quarto. Infelizmente, não tinha ventilador no quarto (pequeno), mas no geral era limpo, a cama oferecia conforto, água quente que funciona, boa internet, bom restaurante e café da manhã e a staff bastante solícita. Sobre as hospedagens de luxo, acho que são dois hoteis “all-inclusive”, ou seja, até os passeios são realizados por eles.

Todos os tours eu fiz com a Ayllu Atacama e recomendo MUITO! No idioma quechua, Ayllu é uma forma de comunidade familiar. Esse na foto comigo (abaixo) é o Mike, o responsável pela agencia. A Ayllu se personifica na pessoa do Mike, mas tem muita gente nessa “comunidade familiar” que faz a coisa acontecer e que faz com que a experiência “Deserto do Atacama” se torne mágica. No final, você se sente parte desse #ayllu. Meu reconhecimento aos guias top: Pablo, Jaime e Claudio (e ao próprio Mike) e minha gratidão e respeito ao Mike: obrigada pela experiência que a Ayllu me proporcionou!

Ayllu

Meu próximo post será sobre o primeiro passeio que fiz no Atacama: Valle de la Luna e Valle de la Muerte (e a famosa Pedra del Coyote)

Não esqueça de me seguir no Instagram: @karinakohl e curtir minha página no Facebook: https://www.facebook.com/KarinaKohlFotografia/. Aproveita e curte também o instagram da Ayllu: @aylluatacama

 

Soroche: o mal da altitude. Sintomas e como minimizar/evitar.

Antes de falar sobre meus 6 dias no Deserto do Atacama, um post de utilidade de saúde pública 🙂 Como reconhecer e evitar o mal da altitude (porque sim, ele existe e vai te pegar)

Então… Em 2015, fui a Cusco (3500m altitude) e Machu Pichu (2500m altitude) e fui bastante cuidadosa em relação am mal da altitude. Já na chegada bebi chá de coca e durante toda minha estadia o fiz regularmente. Mal eu sabia que realmente foi aquilo que fez com que minha passada por Cusco fosse tranquila.

San Pedro de Atacama está a 2500m de altitude. Eu cheguei na cidade e ignorei esse fato completamente. Estava feliz demais, animada demais. Os primeiros passeios que fiz não mudaram muito de altitude (Valle de la Luna e de la Muerte) e só me fizeram respirar com um pouco de dificuldade, mesmo tendo preparo físico. Então, até meu retorno ao hotel, estava tudo bem. Foi durante a noite que passei bastante mal, com nauseas, vômitos e dor de cabeça.  Foi então que precisei retomar os cuidados que havia aprendido no Peru em 2015.

Mas o que é o mal de altitude, afinal?

É o que nós, que vivemos mais ou menos ao nível do mar sentimos quando chegamos a altitudes elevadas e com ar rarefeito. Respiramos mais rápido e nossos batimentos cardíacos aumentam. Os principais sintomas do mal de altitude são falta de ar, tontura, enjôo e dor de cabeça e afetam mais de 90% das pessoas que chegam a altitudes elevadas (mais de 2500m). A maioria dos casos tem sintomas leves e duram de 4 a 24 horas, dependendo de cada pessoa. Além dos que já mencionei, também podem ser sentido perda de apetite e insônia (eu me obriguei a comer durante os 6 dias que estive no Atacama, pois não sentia fome.)

Como minimizar os sintomas?

Hidratação! Isso mesmo, muita água. Eu andava com várias garrafinhas de 500ml e bebia constantemente em pequenos goles. Beba antes de sentir sede, isso é fundamental. Ah! Coma antes de sentir fome também.

Evite atividades físicas muito puxadas. Nada de sair fazendo trekking ou subindo vulcões nos primeiros dias. Acredite, mesmo se você for um maratonista, você vai sentir os efeitos.

Chá de coca, folha de coca e caramelos de coca… Sempre. Os caramelos de coca me salvaram. Quando não era possível beber chá, eu sempre tinha uma balinha na mochila. Você pode optar pela folha também, mas eu achava bemmm ruim.

Evitem bebidas alcóolicas e cigarro. Não esqueça que alcool desidrata e o cigarro dificulta a respiração.

Eu tinha remédio para dor de cabeça e para enjôo comigo. Sempre tomo paracetamol, então não quis “ousar”. Também tomei Dramin b6 (esse não dá sono) para os enjôos do primeiro dia. O Dramin “normal”, além de dar sono, baixa a frequência respiratória. Você não vai querer baixar a frequência respiratória em um lugar de ar rarefeito.

E essa sou eu, no meu dia “livre” por San Pedro de Atacama, me recuperando do mal de altitude e me aclimatando.

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Santiago do Chile – Roteiro de 3 dias

Depois do post que dá todas as dicas de vôos, transfers, etc., finalmente um post sobre um roteiro básico de 3 dias em Santiago do Chile. Eu saí do Brasil com um roteiro básico, com alguns lugares que eu queria ir com certeza, porém, deixei algumas coisas em aberto para me surpreender e poder inserir alterações no plano (como efetivamente aconteceu: desisti de ir a Viña del Mar e Valparaíso no 3º dia).

Resumo:

1º dia:

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Fiz o “Free walk tour” oferecido pela prefeitura de Santiago. O tour é gratuito e no final você dá a gorjeta que quiser/puder para o guia. São de 3 a 4h de caminhada pelos principais pontos de diversos bairros de Santiago e é nesse tour que você descobre vários lugares que quer voltar pra olhar com calma e curtir. Ele começa na Plaza de Armas e acaba na “La Chascona”, uma das casas que Pablo Neruda construiu para uma de suas amantes. Esses tours acontecem duas vezes ao dia, as 10hs e as 15hs e é só procurar pelos guias de camisetas vermelhas na Plaza de Armas. Há passeios em português, espanhol e inglês. Mais detalhes, aqui Como fiz o tour das 10hs da manhã e ele acaba na “La Chascona”, aproveitei para subir o Cerro San Cristobal de funicular 🙂 … O dia estava nublado, logo, nao deu pra ver muita coisa 😦 Da tour, fiquei com vontade de ir ao Museu Público, ao Pátio Bellavista e ao Mercado Público (que disseram ter ótimos peixes).Após descer o cerro San Cristobal, um almoço tardio em um dos restaurantes da Calle Pio Nono. São muitos com menus em torno de  6.000 pesos chilenos para entrada, prato principal, sobremesa e uma bebida. Ainda no pique, fui até o museu de Belas Artes e ao de Arte Contemporânea, os dois são interligados internamente e o melhor, gratuitos. Gostei mais do de Belas Artes … A essas altura eu já tinha cãimbras nas panturrilhas. Passei em um mercadinho de rua, comprei snacks para ter na bolsa (barrinhas de cereais, garrafinhas de água e passei no hotel para dar uma descansada. Isso pelas 17hs. Como anoitece por voltas das 20hs, Saí novamente para passear pelo bairro Paris-Londres e para conhecer a Igreja São Francisco.

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2º dia:

Dia de fazer o tour da vinícola Concha y Toro. Estava marcado para as 10:40 então saí às 8:30 do hotel para garantir a chegada no horário. Como era uma Segunda-feira, duas das baldeações de metrô que tive que fazer foram um perrengue: metrô muito cheio. O último foi mais tranquilo, vazio e deu pra ir observando os diferentes cenários conforme nos afastamos do cenro de Santiago. Descendo na estação Las Mercedes você tem duas opções: táxi ou ônibus. Como eu sou “ousada”, resolvi ir de ônibus. Para saber as opções de como chegar a vinícola, clique aqui. Eu me atrapalhei um pouco, mas pedi ajuda para uma senhora que estava vendendo coisas na rua e ela ficou comigo até vir o ônibus certo (confesso a vocês que achei esses ônibus uma aventura). Eu fiz a Tour Tradicional que custa 12.000 pesos chilenos (aproximadamente 19 dólares),  tem duração de uma hora e degustação de 3 terroirs. A diferença básica para a tour Marquês de Casa Concha é que a degustastação dessa tem uns queijinhos e alguns vinhos a mais.Atacama2016-8873

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O retorno é bem parecido com a ida, mas aproveitei e desci na estação Baquedano para almoçar em algums dos restaurantes do Pátio Bellavista. Depois disso, caminhei até o Cerro Santa Lucia. Infelizmente, o tempo de pouca visibilidade e a poluição limitaram a visão das cordilheiras 😦 Para fechar o dia, uma passada na Biblioteca Pública, um mocaccino do Starbucks e hotel.

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3º dia:

Esse dia foi uma mudança de planos. A minha ideia era acordar cedo e fazer uma round trip para Viña del Mar e Valparaíso. Como no dia seguinte eu teria de acordar as 3 da manhã por causa do vôo para Calama e também porque minha vontade de conhecer essas cidades não era tão grande assim, tranquilamente mudei os planos e aproveitei mais um pouco de Santiago. Trajeto do dia: Troca da guarda na Plaza de la Constitución, Túmulo do proclamador da independência do Chile, Bernardo O’higgins, Centro Cultural do Palácio de la Moneda, caminhada pelo Paseo Ahumada, passeio com mais calma pela Plaza de armas, visita ao Museu histórico e mais uma caminhada até o Mercado Público. Depois, almoço novamente no Pátio Bellavista e Zoológico de Santiago.

Primeiro, a Troca da Guarda, que começa as 10hs em ponto na Plaza de la Constituición e acaba na Plaza de la Cidadania. Acontece a cada dois dias e a cada mês alterna entre dias pares e ímpares (em Abril, dias ímpares). Depois, caminhada livre por pontos culturais e ruas de Santiago. Como era um Terça-feira, foi interessante observar o vai-e-vem de pessoas indo para seus compromissos diários (enquanto eu estava num ritmo completamente diferente de férias :))

Atacama2016-8927-2A ideia era almoçar no Mercado Público, como tenho estômago mais sensível, não me animei. Amo frutos do mar, mas sempre fico receosa de comê-los longe de casa e ainda mais na véspera da ida para o Atacama. Então, voltei ao patio bellavista e almocei num italiano chamado Zocca: salada, fettuccine ao pesto e hellado de pistacchio 🙂

Voltei ao Morro San Cristobal para ir ao Zoo de Santiago, que havia deixado de lado. Que bom que voltei: um zoológico muito bem cuidado com animais que pareciam muito bem cuidados também.

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A noite fui jantar numa pizzaria chamada La serrana! Achei pelo four square e é um charme só! Não pedi a pizza porque seria grande pra mim sozinha… Pedi uma massa de jamon Serrano e uma limonada. Limonada bem boa, massa OK. Talvez as pizzas fossem melhores.

E esses foram meus três dias em Santiago. Esse Curiosidade: Apesar do sistema excelente de metrô de Santiago, a única vez que usei foi para ir a Concha y Toro. Todo o resto fiz a pé… Isso mesmo, todo os dias, todos os roteiros foram feitos a pé. Eu chegava no hotel no final do dia acabada mas bem feliz 🙂
Os posts sobre o Atacama, devo dividir por passeios para que os posts fiquem menores

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Chile – Santiago e Deserto do Atacama: como chegar e outras dicas gerais

Esse é um post do estilo “burocrático” 🙂 Explico melhor… Não é burocrático porque estou fazendo por obrigação, mas sim para explicar como chegar, o que precisa, que vôos e empresas aéreas pegar, etc. Todas aquelas informações que você precisa para chegar no seu sonhado destino sem stress e poder curtir seu roteiro de forma tranquila e sem “perrengues” 🙂

Resumidamente meu roteiro foi:

  • Porto Alegre – São Paulo, São Paulo – Santiago (ambos aéreos): meio dia de viagem  + 3 dias inteiros em Santiago.
  • Santiago – Calama (aéreo), Calama – San Pedro de Atacama (terrestre) : meio dia de viagem e transfer + 5 dias e meio em San Pedro do Atacama
  • San Pedro de Atacama – Calama (terrestre), Calama – Santiago (aéreo), Santiago – São Paulo (aéreo), São Paulo – Porto Alegre (aéreo): e aqui, foram mais de 15hs de viagem. Saindo as 6:30 da manhã do hotel em San Pedro e chegando em Porto Alegre as 21:30

Meu roteiro sai de Porto Alegre. Como não temos vôos diretos para Santiago, precisei fazer conexão em Guarulhos, São Paulo. Há vôos saindo do Aeroporto Internacional Tom Jobim no Rio de Janeiro também. Eu viajei na combinação Tam + Lan, tudo comprado pelo próprio site da Tam. Para chegar em Santiago, são cerca de 4 hs de vôo. Antes de voar para Calama (a cidade com aeroporto mais próxima de San Pedro de Atacama), fiquei 3 dias em Santiago e só então fui ao deserto :). Do aeroporto de Santiago ao seu hotel você pode optar pelo taxi privado ou serviço de transfer compartilhado de van. Eu cheguei em Santiago por volta das 20hs e fiquei em um hotel no centro da cidade, então optei pelo compartilhado e em menos de 30 minutos estava no hotel. Se você se hospedar em bairros mais distantes, como Providence ou Las Condes, acredito que de transporte compartilhado você pode levar entre uma hora/ uma hora e meia para chegar. A empresa que contratei foi a Transvip e foi bem eficiente. Eu não fiz a reserva antecipada pelo site. Quando você desembarcar em Santiago, logo na saída do DutyFree estarão as esteiras de bagagem, casas de câmbio, aluguel de carros e transfers. Bem fácil.

Ah! Bom lembrar: no Chile você entra com sua Carteira de Identidade Brasileira (não vale carteira de motorista, tem de ser a identidade mesmo) ou com seu passaporte. Facilita um pouco pra quem ainda não tem passaporte.

Para sua ida a Calama há duas opções: no mesmo bilhete (multi-cidades) Tam + Lan, você já inclui os trechos Santiago-Calama/Calama-Santiago. Você ganha alguns quilos a mais na franquia de bagagem e se fizer o retorno direto, como eu, algum conforto em relação as conexões (caso atrasem). A outra opção é fazer esse trecho pela Sky Airline, uma companhia aérea Chilena. Quando fiz meu roteiro, li em muitos lugares que essa opção seria a mais em conta. Ao fazer minhas simulações para compra de passagens, a diferença optando pelo multi-cidades Tam + Lan ficou tão pequena que optei por essa facilidade. O valor era inferior a R$ 100,00 e achei válido arcar com esse custo. Se você está com o orçamento mais apertado, talvez consiga uma barganha melhor indo pela Sky 😉 Esse vôo leva cerca de 2hs.

Chegando ao aeroporto em Calama, você tem duas opções: a combinação taxi até o centro da cidade + ônibus até o centro de San Pedro ou transfer de van direto na porta do seu hotel/hostel em San Pedro de Atacama. Eu também fui pela conveniência do transfer e escolhi a Transfer Pampa mas ouvi ótimas recomendações também sobre a Trans Licancabur. Deixei agendado por e-mail, eles me esperaram com uma plaquinha no desembarque 🙂 Deixei agendado também meu retorno e na véspera recebi a confirmação por e-mail do horário que seria pega no hotel. Pontualidade e serviço vip (as 6:30 da manhã, voltei sozinha na van). E então começou aquela rotina tradicional de aeroporto/conexões . Se você optar pelo ônibus a companhia se chama TurBus, mas daí vou ficar devendo detalhes já que não foi minha opção de transfer.

Sobre dinheiro: lá o que vale são os pesos chilenos. Eu já saí do Brasil com alguns cálculos feitos e alguns pesos comprados. Muitas pessoas fazem o câmbio por lá mesmo: real/pesos ou dólar/pesos. Não precisei fazer esse câmbio por lá, mas a maioria dos brasileiros com quem conversei levaram dólares para trocar.

Valores:

  • Passagens: vai depender muito da época, da antecedência e se você conseguir alguma promoção.
  • Transfers:
    • Aeroporto de Santiago para o hotel: em transfer compartilhado, cerca de 7.000 pesos cada trecho
    • Calama para San Pedro: 12.000 cada trecho. Se você agendar ida e volta, fica por 20.000 pesos os dois trechos.

Seguro Viagem:

Façam! Simples assim! Eu nunca precisei usar, mas nunca se sabe quando uma mala vai se perder e você pode precisar comprar roupas ou, o que mais me preocupa, se você vai precisar de assistência médica. Em San Pedro de Atacama, passei mal com a altitude e pensei que fosse precisar. Por sorte, não precisei. Mas isso eu conto em outro post 🙂 O meu eu fiz com a Mondial e escolhi a opção Standard, não custou mais que R$ 150,00 para 10 dias de viagem.

Próximos posts falarei mais sobre o roteiro em Santiago e como se movimentar por lá, bem como sobre o Atacama, passeios e como sobreviver ao mal da altitude 😉

Quem é Karina Kohl?

_MG_8089Oi! Eu sou a chamo Karina Kohl e desde 2008 a fotografia ocupa um lugar especial na minha vida. Junto com ela nasceu minha paixão por viajar. Foi em 2008 que fiz minha primeira grande viagem (Nova York) e também que adquiri minha primeira DSLR. Desde então, essas duas paixões andam juntas. Além disso, uso minha paixão para também eternizar momentos da vida de outras pessoas na forma de ensaios e retratos.

Te convido para conhecer um pouco disso tudo. Se você quer ver meu trabalho com retratos e ensaios de pessoas que me escolheram para registrar momentos importantes, você pode ir direto ao meu link de portfólio. Se você quer acompanhar minhas andanças pelo mundo, pode ir direto no link “Pelo Mundo”. Se quiser acompanhar pelo Facebook: https://www.facebook.com/KarinaKohlFotografia/

Vem comigo!!!